sexta-feira, 30 de maio de 2014

Texto sem memória

O meu corpo controla o surto do que sou.
As horas param o tempo do meu olhar.
O barulho, sempre o barulho, beliscam os nervos.
E eu acordo do sonho de olhos abertos.
Me observo rodeada de crianças
que são por elas o que quiserem ser,
apesar de esperarem deste corpo um consentimento
leve e risonho com o até logo.
Espero não gritar mais.
Preciso correr, queimar a tensão...
pra não jogar tudo pro alto
e levar uma pancada na testa
com a queda de tudo que lancei a mão.

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