quinta-feira, 4 de agosto de 2016

.o encanto bipolar de agosto.

   
   Agosto é um mês de bombardeio de emoções.
  Agosto é amor que dura mais um ano.
 Agosto é um mês de memória doída que se faz balança.
Passo que cambaleia com o torção do pé direito por não conhecer totalmente o próprio corpo.
 Este agosto, é trinta. Que presente bonito, quero viver mais e mais.

Meu rosto não disfarça. Arte cênica não é  falsidade. Palavra cantada não é um controle discursivo. Poesia não é escrita técnica. Sou ira. Sou nada. Sou o que puder ser. Força, descobri que não ando só.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

envelhecer

.
.
.
Tem dia que sou mulher
que não liga de ser menina.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

.texto justificado.

O teor melodramático existe, muito mais o tosco, e gosto. Poderia abstrair-me de inúmeras teses sobre a vida, recurso facilitador pra conversas de requinte (risos). Citar pessoas e suas ideias fodidas só pra fazer a fina, mas me falta habilidade para a seriedade. De certo, não controlo o riso falho da situação de ouvir ou falar a estratagema. Então, me desculpo... Por verdade, por falta do que dizer, por pensar outra coisa na hora ou por participação. Deu-se a canalhice. A palavra desculpa me serve pra muita coisa que foge loucamente de sua definição. São cinco da manhã. Escuto Gal com Estratosférica e "eu viveria tantas mortes e morreria tantas vidas...", a contrário da canção, a queixa seria necessária. 



segunda-feira, 27 de junho de 2016

No país da labirintite

Tem tempo que não cabe numa colher de chá pra adoçar o caos que é ficar em casa a sofrer de tonturas ou vertigens. Tem nuvem que não passa na argola do dedo de deus quando resolve nublar toda e qualquer expectativa de se caminhar sozinho. Tem vento que não quebra um galho seco revoltado com a urina do cachorro que cheio de tédio não encontra um território novo para demarcar e chamar de seu. Tem ponteiro que roda sem parar pregado numa parede e nem assim dá o real convencimento de que tudo passou, já foi. Tem muito cabelo que adora cair da cabeça. Tem muita pinta no corpo que não dita uma vírgula do que se é. Tem muita dor pra pouca articulação. Tem muita barriga pra pouca cintura e má digestão.Tem muita voz pra pouca mão e há quem se sinta injustiçado pelo tempo que se perde. Tem mil trejeitos que não seguram uma sílaba do pensamento que travou na garganta, as cordas estão cheias de calo. Tem criança que berra sem saber qual é a dor. Tem barulho que não dá conta do silêncio. Tem tanta bagunça neste texto que não se sabe do destinatário e nem do remetente.Tem panos e mangas pra desenrolar uma tarde cheia de tanto pra fazer. Tem muita coisa que gira e não sai do lugar. O meu corpo está refém. Eu só queria girar de verdade e colocar estes demônios pra fora. Pronto, vomitei.

domingo, 27 de março de 2016

Mulheres de minha vida



Ressuscitas, mulher!
Tu que não conseguistes pedir socorro.
Tu que gritastes para o mundo sem ouvintes.
Tu que amamentavas enquanto saqueavam o teu íntimo.

Ressuscitas, mulher!
Tu que lavastes a roupa sem um puto.
Tu, que amordaçada, sorrias sem vontade.
Tu que rompestes com o amor por desespero.

Ressuscitas, mulher! 
Tu que calastes na noite, por temida morte.
Tu que procurastes a lei e recebestes apenas um papel.
Tu que em meio a multidão estiveste sozinha. 

O teu grito é esperado!
A tua força desejada!
... Por nós, Mulheres,
que necessitamos  também de ti.

Roda Viva



Mãe, não me deixe voltar!
Mãe, ele está louco!

Feliz ano novo,Feliz ano novo!

Mãe, me ensina  a ser forte...

Alicates, respiro fundo.
Saco plástico,me falta ar.
Cordão, fita adesiva, tortura...
                                                    a minha carne para o açoite.
 
Se estou viva?  Não sei?
A lei só ganha corpo com os precedentes.
As manchetes só chegam depois do fim.



Via Sacra



Uma árvore resistente no asfalto
Uma sombra gigante pra quem a desejou como um pasto
Gladiadora dos moldes pervertidos do matrimônio
O eco  “ Não sou obrigada”  sem usar ao menos  um microfone
Um passarinho que se libertou da gaiola
O travar do relógio em pleno horário de pico

Maria Luíza de Paula se foi.
Maria Luíza de Paula, estamos aqui.

Arrastou-se pelas ruas em chamas,
Sendo réu do teu próprio corpo
Maldito o seja, maldito o seja.

Maria Luíza de Paula se foi.
Maria Luíza de Paula, estamos aqui.

Mexeu com uma, mexeu com todas. 


a notícia nos causa dor...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Escrevinhar é coisa de gente que quer escrever

Eu muito prefiro o caderno.
Quando quero mudar o assunto faço balões e rabiscos.
E volto, como se nada tivesse acontecido.
Retomo asteriscos e pontos chaves nem sempre com tranquilidade.
E se me perco no pensamento...desenho bonecos esquisitos e narigudos.
Eu  muito prefiro canetas.
Aquelas que rabiscam o erro e os deixam visíveis.
Na medida que retomo leituras, neste caderno que tanto uso,
sinto as esquisitices que moveram minha mão.
Alguns vão pro lixo por engano,
mas não com o mesmo descaso de um "delete".
Não me venha cagar regras.
Escrever é  pra qualquer um.
 E sempre será.