A mão aberta e o polegar que puxa o sinal da cruz
(na testa, depois pra boca e fecha no peito).
A nossa voz aguda, quase em destaque,
entre as vozes roucas, estridentes, tímidas ou tremulas.
Aquele coral que pegava quarteirão de final da tarde,
com o passar das bolinhas de um colar opaco,
onde a alegria era botá-lo no pescoço indevidamente.
Era também olhar a língua do mulherio
que se enrolava rápido com o coro repetitivo.
que se enrolava rápido com o coro repetitivo.
Mas nada superava a tão aguardada paçoca
feita na hora pela "tia Cida"...
feita na hora pela "tia Cida"...
Depois disso,
chispa pra rua, com o copinho cheio de doce na mão
e bora brincar de esconde-esconde, polícia e ladrão, jeans, mamãe polenta,
futebol quebra-canela, taco, bobinho, estrela novacela,
picuinhas e blá-blá-blá...
Até que o desentendimento saudável da molecada
fizesse todos correrem para dentro de suas casas,
pensando no dia seguinte.
E que venha o dia de São Cosme e Damião.
E que venha o dia de São Cosme e Damião.

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