Todo final
de tarde, ela senta na calçada e espera.
Espera como um cão quando está com fome.
Espera ridiculamente sem graça com todos os
seus atributos desejáveis.
Finalmente, se depara com o hospedeiro.
Este sai, cansado da labuta e seus causos sem sucesso.
Ela pula
indiscretamente em comemoração a tão chegada hora.
Num flerte
tosco, insiste numa reciprocidade,
luta contra
a natureza de invadir.
Notória paciência
é levada até o local residente do hospedeiro.
Este se
entrega a um sofá e solta lamúrias, um saco.
Momento fatigante.
É hora de acabar logo com isto...
É hora de acabar logo com isto...
Pelos olhos,
Pela mente,
Pela boca,
Pelo corpo todo.
A invasão foi pura Arte.
Pela mente,
Pela boca,
Pelo corpo todo.
A invasão foi pura Arte.
E o
hospedeiro?
- Grudado com ela, virou gente!

Nenhum comentário:
Postar um comentário